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Cuidados com as crianças
Crianças no consultório: ajudando a acalmar

A maioria das crianças tem medo de frequentar hospitais, consultórios e pronto-socorro. Esse sentimento costuma ser relacionado a imagem que os pequenos têm dos médicos. Pessoas vestidas com um jaleco branco, as vezes acompanhadas da temida “picadinha”, remédios e instrumentos que podem deixar as crianças aflitas.

Para criar um ambiente confortável e fortalecer o relacionamento com seus pequenos pacientes (e com os pais também), os profissionais da saúde precisam ter jogo de cintura e contar com algumas estratégias:

Se você não tem controle da decoração do ambiente, pode usar truques para vestir uma personagem mais amigável, como chapéus e tiaras engraçadas para chamar a atenção da criança. Se não se sente confortável ou acha que não leva jeito para fazer isso, usar broches de personagens no avental já ajuda a puxar conversa e distrair as crianças.

Disponibilizar uma área com brinquedos na sala de espera para eles é uma das maneiras mais eficazes de abrir caminho para uma boa experiência em seu consultório. Brinquedos que estimulem o desenvolvimento, livros com histórias em quadrinhos e até aquele vídeo game desligado há muito tempo na sua casa pode ser bem mais útil quando usado para distrair os mais novos. Isso ajuda muito com crianças desesperadas. Haverá bem menos choro, pânico, gritos, do que se não houver nada disso.

O mesmo vale para dentro de sua sala: em algum momento, terá que conversar com os pais para obter mais informações sobre a criança ou passar orientações sobre o tratamento. Digamos que os pequenos não têm muita paciência para adultos conversando, então criar um espaço com brinquedos e livros os manterão entretidos, assim poderá conversar tranquilamente com os pais.

Se você tem controle da decoração do consultório ou ambulatório, evite usar apenas branco, pois as cores influenciam muito na percepção das crianças. O segredo está em combinar os ambientes, as pessoas e as personalidades com a cor mais apropriada.

Criar um ambiente colorido, com papéis de parede divertidos e atrativos ajuda as crianças a se sentirem mais seguras na hora da consulta, além de distraí-las. Um ambiente acolhedor e confortável permite que o paciente se sinta mais tranquilo.

Crianças são curiosas e sentem medo de tudo que desconhecem ou não entendem, então o ideal é explicar para elas tudo o que você está fazendo. Desde o motivo de realizar todos os exames até explicar quais instrumentos está usando. Além de ter mais sucesso durante a consulta, você ganhará a confiança delas.

Falar diretamente com as crianças é uma tática para comprometê-las. Mas se estiver fora de controle e impedindo o diagnóstico, os próprios pais devem assumir esse controle, porque elas já se sentem mais seguras com eles.

Fazer perguntas também é ótimo, porque a criança começa a desfocar da sua dor e a pensar nela. Pode perguntar sobre desenho ou brincadeira favorita, qual super-herói ela gosta, qual comida…

Por ser delicado e trabalhoso cuidar desses jovenzinhos, os profissionais têm de apostar em duas ferramentas de extrema importância: paciência e cuidado. Nem sempre estamos com bom humor para se divertir e fazer piadas, mas se encarar um método de atendimento com perguntas e distrações, vai acabar usufruindo também de um bom clima.

Outro fator importante é parabenizar a criança que teve bom comportamento durante o atendimento. Caso ela tenha colaborado, um elogio e até um pequeno presente vai ajudar a criança a não ter medo da próxima vez.

Essas dicas podem ajudar a tornar o trabalho mais agradável. Tanto para você, quanto para eles.

 

Referência:

Soares, M; Leventhal, L. A relação entre a equipe de enfermagem e o acompanhante da criança hospitalizada: facilidades e dificuldades. Disponível em: <http://periodicos.uem.br/ojs/ index.php/CiencCuidSaude/article/view/6503/3858 > Acesso em janeiro/2018.

Saparolli, E.;Adami, N. Avaliação da estrutura destinada à consulta de enfermagem à criança na atenção básica. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v44n1/a13v44n1> Acesso em: janeiro/2018.

Saleh, N. Como ajudar seu filho a superar o medo do médico. Disponível em: <http://revistacrescer.globo.com/ Por-Uma-Infancia-Mais-Saudavel/noticia/2014/07/medico-nao-e-monstro.html> Acesso em: janeiro/2018.

Correio Braziliense. Criança sem medo de hospital, médicos e exames. É possível! Saiba como. Disponível em <http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/parceiros/laboratorio- exame/2016/07/13/interna-parceiros-laboratorioexame,540122/ crianca-sem-medo-de-hospital-medicos-e-exames-e-possivel- saiba-como.shtml> Acesso em: janeiro/2018.

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